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GUIA DE CICLOTURISMO ESTRADA REAL - CAMINHO VELHO
ou CAMINHO DO OURO

Quando as naus portuguesas chegaram às terras brasileiras, os índios do litoral contaram que no interior do continente havia um reino de riquezas douradas.
Durante séculos entradas e bandeiras percorreram a esmo nosso país em busca de tesouros, sem nenhum sucesso.
Somente no final do século XVII o eldorado foi encontrado na terra dos Cataguás.
O natural assédio de pessoas indo e vindo em busca de riquezas marcou um caminho específico do litoral até a região das minas.
Com o guia de cicloturismo nas mãos lhes convidamos a percorrer o Caminho Velho da Estrada Real, em pleno século XXI, e de bicicleta.

  

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Diferente dos guias da Mantiqueira e do Caminho da Fé, o Guia de Cicloturismo Estrada Real versa sobre um caminho histórico e por isso foi necessária uma grande pesquisa histórica para sua realização. O guia pretende dar a exata noção ao cicloturista da razão de estar percorrendo esta ou aquela via, sugerindo alternativas e fornecendo embasamentos históricos para o roteiro.
É um guia de mão dupla, ou seja, tem planilhas nos dois sentidos: Paraty – Ouro Preto e Ouro Preto – Paraty. Ele faz parte de um projeto maior que pretende oferecer vários guias associados para que o cicloturista possa viajar grandes distâncias pelo país.
Atualmente já é possível sair do interior de São Paulo fazendo o Caminho da Fé e, na altura de Campos do Jordão, fazer uma grande volta pela Mantiqueira, depois continuar a partir de Aparecida e Guaratinguetá pela Estrada Real até Ouro Preto, em um viagem de cerca de 1.500 km, tudo em cima dos guias do Projeto de Cicloturismo no Brasil.
Alguns colegas nossos já disseram que vão fazer esta grande volta agora em janeiro.
Para quem já conhece o nível de qualidade de nossos guias, garantimos que podem esperar mais do guia da Estrada Real.
O guia traz perfil altimétrico do caminho, planilhas detalhadas, mapas do circuito, mapas das cidades, bike shops, empresas de ônibus, bancos, onde ficar, onde comer, pontos turísticos, curiosidades de cada localidade, o histórico da Estrada Real, um capítulo sobre a arquitetura que verá pelo caminho, preparação, treinamento e uma entrevista com o criador do Projeto Turístico Estrada Real, Áttila Godoy, ou seja, tudo que o cicloturista precisa saber para realizar a viagem. São 176 páginas em papel reciclado (173 sem propagandas) e 1107,2 km planilhados (553,6 km em cada um dos sentidos).

Clique para ver um capítulo inteiro do guia.

Para quem gosta de imagens, o DVD da Estrada Real traz emocionantes 48 minutos de imagens do caminho. A cada vez que revemos ficamos impressionados com a riqueza e a beleza de nosso país.

Clique para ver o primeiro dos 13 capítulos do DVD.

Viajando de bicicleta pelo Caminho Velho da Estrada Real vemos um pouco de tudo. De asfalto plano e lisinho a duras subidas em terrenos adversos, grandes e movimentadas cidades e pequenas localidades esquecidas no tempo. Toda a beleza dos contrastes de um país continental com diversos tipos de vegetação: mata atlântica, florestas de araucárias, campos, cerrado. Reconhecemos nossas riquezas naturais, nossa história, chegando perto, como nunca, de um povo maravilhoso que vive neste país chamado Brasil. Quem disse que a bicicleta anda muito devagar? Ela anda tão rápido quanto a capacidade de observar bem cada uma destas diferentes regiões.
O cicloturista terá a oportunidade de enfrentar os mesmos obstáculos dos primeiros desbravadores, pois as montanhas ainda estão lá e representam o que há de mais original no caminho, nunca mudaram desde o descobrimento.
Os homens que desbravaram estas terras eram resultantes de uma grande composição genética, pois descenderam dos portugueses que atravessaram o Atlântico, galgaram a Serra do Mar e fixaram-se no Planalto.
Era uma geração de mamelucos que herdou de seus pais o espírito aventureiro, a intrepidez e a audácia luza e, de suas mães índias, o amor à liberdade, a índole inquieta e nômade do ameríndio.
Tão bravos eram que Sant-Hilaire, séculos depois, iria denominá-los de “raça de gigantes”.
As dificuldades do caminho costumam trazer as melhores lições. O sacrifício para vencer os obstáculos no trajeto fazem a viagem transcender o turismo convencional e a recreação pura e simples, passando para um processo introspectivo rumo a riquezas reais como o auto conhecimento e a capacidade de se superar e seguir, com liberdade, seu próprio caminho.

Veja também:

Mapa e cidades que fazem parte do percurso.

Fotos do primeiro mapeamento - janeiro 2000.

Especial para o programa de Renata Falzoni - 2001.

Entrevista com Áttila Godoy - criador do Projeto Turístico Estrada Real.