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BICICLETA

Em todos os nossos Guias para Cicloturismo e Caminhada você encontrará um capítulo completo com dicas para se preparar para sua viagem. Transcrevemos algumas delas aqui:

Costumo dizer que quem faz a viagem é o cicloturista e não a bicicleta. Os colegas que vi fazendo grandes viagens geralmente possuíam equipamentos bons mas muito simples. Desta forma posso dizer que basicamente, qualquer bicicleta pode ser utilizada para esta viagem, desde que devidamente lubrificada e revisada.

Existem bicicletas específicas para viagens, mas têm perdido cada vez mais seu espaço devido ao custo excessivo e pelas dificuldades na hora de encontrar peças de reposição. Estas bicicletas são geralmente mais longas, estáveis, com aros grandes, pneus finos e muitos pontos de fixação para bagageiros e acessórios.

Hoje em dia, em todos os países do mundo e principalmente no Brasil, a melhor opção para viajar são as mountain bike. Para elas existem peças de reposição em qualquer local e com algumas adaptações adquirem o mesmo desempenho de qualquer bicicleta específica de cicloturismo, com a vantagem de serem mais resistentes.

Com a popularização destas modernas bicicletas, alguns equipamentos considerados super dimensionados, tornaram-se básicos. Vejamos:

QUADRO: O melhor material para grandes viagens é o cromo-molibdênio, pois é forte, relativamente leve e pode ser soldado facilmente. Estas caraterísticas superam as do alumínio, pois, em uma grande viagem, carrega-se muito equipamento, e a leveza do alumínio torna-se irrelevante. Entretanto, em viagens curtas e médias o alumínio pode ser usado tranqüilamente. As bicicletas de linha fabricadas no Brasil geralmente possuem quadros feitos para pessoas altas.

Há uma forma simples para checar o tamanho do quadro. Fique em pé, com o quadro da bicicleta entre suas pernas. A distância entre sua virilha e o quadro deve ser de uns quatro dedos.

FREIOS: A maior parte das mountain bikes já vêm com bons freios, geralmente V-break ou até disco. Ambos são excelentes, mas com características diferentes. Os V-breaks têm grande poder de frenagem, mas sofrem desgaste prematuro das sapatas principalmente num dia de chuva em caminho de terra. Outra desvantagem é que perdem facilmente a regulagem com a mínima torção do aro. Já os freios a disco são super-dimensionados para as atividades de cicloturismo, encarecendo a bicicleta e dificultando muito na hora de encontrar peças de reposição.

CÂMBIOS: Uma bicicleta com 21 marchas já é suficiente para uma viagem, entretanto as bicicletas de hoje já vêm com câmbio de 24 marchas. Existem várias marcas com vários grupos de câmbios, e diferentes qualidades de material. Me sinto bastante seguro em recomendar a marca Shimano pois é a maior do mundo e com melhor custo-benefício em qualquer grupo. Para um cicloturista sempre é recomendada a utilização de um bom equipamento, mas aconselho evitar os grupos top de linha. Nestes grupos, muitas vezes, são utilizados metais bem leves mas de baixa longevidade. O peso da relação com câmbio é irrelevante para o cicloturista mas a durabilidade é essencial. Outro ponto importante é o conforto. Busque um câmbio indexado, onde a corrente muda automaticamente para a próxima marcha.

AMORTECEDORES: Não são essenciais em uma viagem. Um bom amortecedor dianteiro pode auxiliar em viagens longas sobre estradas de terra. Amortecedores traseiros são desaconselháveis, assim como amortecedores dianteiros de baixa qualidade.

SPD X PEDALEIRA: Ao fixar os pés nos pedais, o ciclista pode forçar a descida de um pedal ao subir o outro pedal. Desta forma o ciclista diversifica a utilização da musculatura ganhando energia e velocidade. Existem sapatos especiais que se fixam automaticamente nos pedais. Eles são caros e desconfortáveis para longas caminhadas. Existe entretanto, um equipamento bem barato chamado de pedaleira (ou firma pé), que amolda em qualquer calçado que o cicloturista esteja utilizando. Desta forma não é necessário carregar um calçado extra para grandes caminhadas.

AROS: Atualmente, quase todas as bicicletas possuem aros de alumínio. É importante tentar conseguir um com parede dupla e reforço para receber os raios que seriam ideais se fossem feitos em aço inóxidável.

PNEUS: Neste quesito o cicloturista não pode tentar economizar. Procure pneus que agüentem grande pressão como 70 a 80 PSI. Quem viaja sem bagagem pode utilizar um pneu inferior mas nunca um pneu ruim. Tendo em vista que a maioria dos circuitos são em terra, busque um desenho adequado; nem precisa ser muito largo, 26X1,75 a 26X2,00.

TREINAMENTOALIMENTAÇÃO / ACESSÓRIOS / VESTIMENTA / BAGAGEM
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