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GUIA de CICLOTURISMO PARANÁ I

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SOBRE O GUIA

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Começar o guia em Curitiba não é somente uma questão de saudosismo de minha parte. Geralmente uma capital tem boas conexões de transporte coletivo como avião, ônibus ou trem, ideal para chegar com sua bicicleta. Entretanto poucas capitais têm tanta facilidade para o cicloturista já sair pedalando por lugares interessantes. Em nosso guia propomos um passeio pelos parques da cidade e dois grandes circuitos a partir da capital: um Circuito a Leste, que chega até o litoral, e um a Oeste, chegando até o Terceiro Planalto Paranaense.

O cicloturista poderá escolher seu próprio roteiro e reconhecer todas as nuances do relevo paranaense em 1.140,93 km de caminhos, 486,17 km em terra e 654,76 km em pavimento, mais de 2.000 km planilhados entre 18 cidades, 25 mapas e 33 gráficos de altimetria. São 160 páginas de pura informação + um encarte com o mapa de Curitiba (em papel reciclato, formato 15 x 21 cm, com espiral – primeira edição, 2010 + ATUALIZAÇÃO 2015 – DOWNLOAD GRATUITO.

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DOCUMENTÁRIO
A fim de torná-lo mais acessível, o guia não possui fotografias coloridas. As imagens do circuito estão em um documentário e em uma exposição fotográfica. Observe com atenção o vídeo, as fotos e as entrevistas, elas foram realizadas durante o trabalho de campo e estão separadas por etapas conforme os circuitos descritos no guia para ajudar o cicloturista a compreender os desafios e belezas de cada região:

SAIBA MAIS:

Acompanhe a descrição abaixo juntamente com o MAPA DOS CIRCUITOS e decida por onde prefere viajar:

PASSEIO PELOS PARQUES DE CURITIBA

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IMAGENS – PARQUES DE CURITIBA

Foi por estes parques que em 1992 comecei a pedalar com o firme propósito de perder a barriga de jovem advogado. A cidade mudou muito, o país todo se encheu de carros mas, mesmo depois de tantos anos, reconheci neste mapeamento todos os atrativos que me fizeram um apaixonado pelo cicloturismo. Pedalei pelas mesmas ciclovias em que comecei meu treinamento de 10 km por dia durante uma hora. A malha cicloviária não aumentou muito, tampouco melhorou a sinalização e em certas partes a ciclovia está verdadeiramente abandonada, entretanto a beleza do caminho entre os parques da cidade ainda me fascina. É incomum encontrar tanta beleza em tão poucos quilômetros rodados dentro de uma capital.

Fizemos questão de traçar um circuito tanto quanto possível estritamente por ciclovias e por entre os principais e mais belos parques da cidade. A sensação ao pedalar por este circuito é parecida com a de um passeio por uma cidade de primeiro mundo que respeita a bicicleta. Não é um simples passeio por um parque, mais que isto, é como passear em uma cidade feita para humanos e não somente para automóveis. Os caminhos são arborizados com pequenos desvios em zigue-zague para fugir de grandes avenidas. De tempo em tempo surge um grande, belo e bem cuidado parque. São 35,44 km num trajeto fácil que, a rigor, deveria levar o dia inteiro para ser feito, ver tudo com calma, sentar na grama macia e fazer um piquenique enquanto aprecia a paisagem.

Seja qual for a maneira escolhida para chegar à cidade, avião, trem ou ônibus, nosso ponto de partida será sempre a rodoferroviária. O guia possui um encarte com um grande mapa de Curitiba que guiará o cicloturista pelas ciclovias, atrações turísticas e pelas principais vias de saída da cidade. Utilize o mapa à vontade para descobrir a cidade, se achando e se perdendo de vez em quando, pedalar assim pode ser surpreendentemente agradável.

CIRCUITO LESTE

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IMAGENS – CIRCUITO LESTE

Descer a Estrada da Graciosa de bicicleta é uma ideia muito antiga. Quando ainda não se utilizava a palavra “cicloturismo” os ciclistas curitibanos já faziam este percurso, afinal não é preciso ser um gênio para perceber que é muito simples e agradável descer a Serra do Mar por caminhos centenários em meio a uma das porções mais bem preservadas de mata atlântica de todo o litoral brasileiro. Só isto seria atrativo bastante para criar na mente o sonho de fazer este pedal; entretanto, para completar e deixar tudo muito fácil e acessível, mesmo para aqueles pouco acostumados a pedalar, a volta pode ser feita de trem. Não estou falando de um trem qualquer, esta linha férrea é uma belíssima obra de engenharia que, apesar de ser considerada impossível por engenheiros estrangeiros da época, foi projetada e concretizada por um engenheiro genuinamente brasileiro, o mulato baiano Antonio Pereira Rebouças Filho, em 1.880. Juntamente com o circuito dos parques de Curitiba, descer a Graciosa até Morretes não tem contra-indicação, o percurso é simplesmente lindo e pode ser realizado por qualquer um que tenha o mínimo de saúde e treino.

O circuito Leste segue ainda pelas históricas cidades de Paranaguá e Antonina. Entretanto, para aqueles sedentos por desafios, a partir de Antonina começa um caminho de terra que circunda toda a baía de Paranaguá em meio a densa mata nativa bem preservada, até finalmente chegar à esquecida cidade de Guaraqueçaba. Só quem chegar até lá poderá sentir a paz de um local que, apesar de estar no continente, tem clima de ilha, já que é mais fácil ir de barco para Paranaguá que percorrer os 98,28 km desta dura estrada de terra.

A partir de Guaraqueçaba o cicloturista poderá voltar utilizando as planilhas de volta, ou optar tomar um barco até Paranaguá, depois o trem até Curitiba e começar o outro circuito.Em Paranaguá e Guaraqueçaba o cicloturista terá acesso de barco a várias ilhas da região, inclusive a Ilha do Mel.

CIRCUITO OESTE

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IMAGENS – CIRCUITO OESTE

A primeira grande cidade a oeste de Curitiba é Ponta Grossa, a quarta maior do estado (outro ponto de fácil acesso para iniciar a viagem). Nosso guia oferece 3 opções para chegar a ela. A mais tradicional delas é através de antigos caminhos tropeiros passando por Campo Largo, Balsa Nova, a histórica Lapa, Porto Amazonas e Palmeira. A segunda opção é mais curta e muito mais radical, segue pela lendária Estrada do Cerne, com muita mata nativa e pouca assistência, um verdadeiro desafio por si só. Por último o caminho “mais fácil”, que pode ser utilizado para volta ou para “fuga” em caso de chuva ou de falta de tempo: o acostamento da BR-277. Pode não parecer muito convidativo, mas é largamente utilizado como campo de treino para velocistas e passa por uma das mais belas vistas dos Campos Gerais, isto sem falar das exóticas formações de Vila Velha.

Em Ponta Grossa o cicloturista já galgou a Escarpa Devoniana e está no segundo planalto. Após visitar exóticas formações como o Buraco do Padre, poderá continuar a viagem para norte pedalando novamente pelo caminho por onde passava o grosso das tropas de mula vindas do Rio Grande do Sul e chegará em Castro e depois Tibagi.

Nesta etapa o cicloturista vai ver como o rio Iapó conseguiu atravessar do primeiro para o segundo planalto escavando o sexto maior cânion do mundo em extensão, com paredes de até 450m de altura, o Cânion Guartelá.

Continuando o circuito por caminhos pouco utilizados o cicloturista chega em Prudentópolis, talvez o destino mais interessante de todos.

Quantos quilômetros podemos viajar para ver uma cachoeira de 196 m de queda? E uma de 120 m, e outra de 84 m? Bem, estas são apenas algumas das muitas cachoeiras gigantes que caem do Terceiro Planalto Paranaense e que estão dentro dos limites da cidade. Apesar deste potencial, a cidade não vive do turismo. Você pode apreciar cada uma destas belezas naturais como se fosse sua, sem restrições de acesso (apenas pequenas taxas), sem ninguém para te dizer que não pode chegar à beira cachoeira, pois pode cair…

Em meio às pedaladas vemos as belas abóbadas das igrejas em estilo bizantino que marcam a cultura Ucraniana, presente na descendência da maior parte das pessoas da cidade, gente simples, acolhedora e agradável que desenvolve seu trabalho e que trata o turista como um convidado. Um local muito especial ainda pouco assediado e pouco corrompido pelo turismo de massa.

Nos circuitos do guia não há setas amarelas indicativas, nem marcos de concreto, mas as planilhas são de fácil entendimento e o caminho tem lógica clara, não é uma prova para testar a capacidade de navegação. Os circuitos abrangem uma grande área e muitos estilos de viagem e viajantes. Quem pedalar por estes caminhos poderá nunca encontrar outro cicloturista, mas se cruzar com um, certamente terão muito para conversar, pois seguramente terão em comum o gosto pela aventura e a liberdade.

Leia mais no artigo publicado na Revista Bicicleta – “Uma viagem pelas belezas paranaenses”.

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