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MARROCOS
Magreb, Marrocos, a terra onde o sol se põe,
a fronteira mais ocidental do mundo Árabe. Esta parte do
mundo já viu passar infinitas levas de conquistadores os
fenícios século VII a.C. Cartagineses sec. V a.C.,
Romanos 146 a.C., os Vândalos em 429 d.C., Bizantinos 533
d.C., os Árabes em 703 d.C., e finalmente, nos últimos
séculos a região sofreu o imperialismo de potências
Européias como Portugal, Espanha e França.
Na paz ou na guerra sempre foi destino obrigatório
para as caravanas vindas do sul da África, do oriente médio
e do Saara pois os 18 km do estreito de Gibraltar formam o caminho
mais curto entre África e Europa. Esta condição
formou um caldeirão cultural único no mundo. Minha
intenção era explorar em bicicleta o resultado original
de toda esta mistura. Resolvi fazer um roteiro por regiões
pouco evidentes, de difícil acesso, algo como uma olhada
de cima, bem do alto de cada formação montanha do
pais: o Rif, o Médio-Atlas, o Alto-Atlas, o Ante-Atlas, e
depois, um tour pelo Saara.
Por 21 euros o ferry me levou de Algeriras
(Espanha) a Celta que apesar de ser continente africano ainda é
território Espanhol. Ao carimbar o passaporte já observei
as gritantes diferenças sócio econômicas entre
os continentes, isto sem falar nas roupas. As mulheres de véu
e as exóticas djellabas (túnicas longas).
Cheguei bem na época do Ramadan e apesar da maioria respeitar o fato de que era estrangeiro e viajava de bicicleta fui repreendido por beber um yougurte na beira da Estrada. A regra é que ninguém coma, beba, fume ou faça sexo durante todos os dias do mês do Ramadan. Os muçulmanos usam um calendário lunar tendo como ano zero 622 d.C. quando o Profeta Maomé fez sua marcha sagrada de Meca a Medina (Hijra ou hégire), sendo assim o Ramadan muda de data a cada ano segundo nosso calendário.
Me instalei em Tetouan, uma cidade influenciada pela
colonização espanhola a 40 km da fronteira na casa
de amigos. Ai aprendi como eles fazem para sobreviver ao Ramadan,
não se esqueça, o “dia” compreende do
nascer ao por do sol e a noite, depois da prece, é hora de
compensar!!!! como comem… é harira de entrada, beghrir
para cá, e shebbakia para lá, tudo muito calórico,
me esbaldei naquela mesa repleta de quitutes. Saí, então,
pelas ruas e vi uma energia extra que não se vê durante
o dia. Todas as lojinhas ficam abertas e borbulhando de gente. Depois,
só para garantir, lá pelas 2 ou 3 da manhã
tem outra refeição e alguns, ainda acordam justo antes
de nascer o sol para reforçar a dieta.
A primeira cidade importante do Rif por onde passei
foi Chefchouem com suas ruelas tortuosas pintadas de azul claro,
influência Andaluz (que em árabe significa “País
de Vandalos” devido a dominação bárbara)
que se vê nos dois lados do Mediterrâneo, isto sem falar
nos camponeses com chapéus particularmente adornados.
Nesta época do ano a noite cai rápido
e eu fui surpreendido pelo crepúsculo no alto do Rif. Parei
em um pequeno sítio para pedir água. Um senhor que
falava espanhol, francês, inglês e italiano me convidou
para ficar. Simpático e de fala mansa aceitei o convite aproveitando
para conhecer mais sobre a gente. Muhamed me disse em seu italiano
perfeito que vivera durante 4 anos na Itália e que teve duas
namoradas por la. Enquanto me descrevia seu romance ele comenta:
- Ai ela acabou me deixando quanto eu fui preso.
- Preso?!!! Por que foi preso? Perguntei curioso.
- Ele sorriu e me disse: - Ahh!…É que eles me pegaram
com 9 quilos de Hachichi. .. Mas isto foi da primeira vez, o pior
foi da segunda quando tinha 21 kg... Ai não teve jeito de
dizer que era para o consumo, fui mesmo expulso do pais.
Claro eu estava no Rif, esta região é responsável
pela produção da maior parte do hachichi consumido
na Europa. Fiquei meio assustado mas era evidente que Muhamed já
estava aposentado de seu antigo trabalho, agora dedicava-se a plantação
de outras culturas e terminar de construir sua casa, sendo assim
aproveitei para aprender um pouco das técnicas de produção
e cultivo.
Com o tempo acabei percebendo que apesar da proibição
legal, a droga é largamente consumida pela população
local que nos oferece a venda em grandes bolas a beira da estrada
ou mesmo como cortesia na mesa de um bar. O mais comum é
o kif que na verdade são as sobras da produção
do hachichi que, após picado, é fumado em pipas longas.
O recipiente de fumo é bem pequeno, suficiente para poucas
tragadas.
Para descer o Rif tomei uma estrada secundaria, pedalei
o dia todo em meio a uma chuva forte por pequenos povoados. Já
estava ficando tarde e resolvi pedir para acampar perto de um bar
de estrada.
Ahmed, o proprietário, acabou me convidando para ficar em sua casa, ai já viu!!!. Crepúsculo, reza, jantar das arábias e de volta ao trabalho... Em minutos o boteco de estrada se transforma. Com plásticos, Ahmed fecha as laterais do alpendre enquanto os músicos já estão afinando os instrumentos e as dançarinas esquentando os quadris.
Não podia acreditar em pleno Ramadan eu estava assistindo um show musical típico com dançarinas e tudo. E digo mais, posso classifica-las como go go girl marroquinas. Claro, nada a ver com o que se mostrou na novela. As moças tinham cinturinha de kombi, estavam vestidas até o pescoço e para cada reboladinha básica que davam na frente dos clientes chegavam a faturar até 20 euros, o que é uma soma considerável para os padrões marroquinos (veja que um hotel para dois no Marrocos pode custar 5 euros).
Entre um pequeno vilarejo e outro cheguei a Fés, uma das antigas capitais, fundada em 789, por Idriss I filho de Fátima que por sua vez era filha do Profeta Mohamed. A cidade chegou ao seu apogeu em 1.250 e se tornou capital perpetuando-se como centro cultural já que as universidades surgiram aqui muito antes da Sorbonne em Paris, Oxford ou qualquer outra universidade da Europa. A par de sua história, Fés possui até hoje a maior Medina da África (centro antigo das cidades árabes), um verdadeiro labirinto de ruelas, mercados, artesãos, gente e animais se movimentando, comprando, vendendo, trocando, produzindo e por que não dizer roubando sua carteira…. É, em uma rua estreita quando a multidão se comprimiu ainda mais, um trombadinha habilmente cortou o bolso de minha calça e levou tudo o que tinha. É a primeira vez que isto me acontece, só posso dizer uma coisa, eles são profissionais, não senti nada!!!!
Após uma experiência dura como estas quando começamos a desconfiar de qualquer um, parece que o Universo nos mostra bem o contrário. O marroquino detesta ladrões e posso dizer que é um pais bem seguro fora dos grandes centros turísticos. Imediatamente recebi ajuda até dos guias mais impertinentes. Um senhor chegou e me deu dinheiro para fazer o caminho de volta ao camping.
Recobrado do susto, comecei a subida para os Médios Atlas. Passei por Ifrane e Azrou onde estão os centros de esqui do Marrocos, isto mesmo, neve no norte da África, é normal pois a latitude é de 34 graus e a altitude pode chegar aos 2000 metros. Mas não vim esquiar, buscava as florestas de uma variedade de cedro única que cresce por toda esta bela região onde pedalei quilômetros sem ver nenhum assentamento humano somente montanhas e montanhas cobertas de cedros com seus trocos de formatos exóticos. Tive inclusive a oportunidade almoçar observando bandos de macacos pulando de uma árvore a outra.
A cada dia ganhava altitude até chegar aos
2000 m quando pude apreciar uma das mais belas paisagens que já
vi.
Parei ao lado de belos cedros contemplando a esquerda
(leste) a árida planície infinita do maior deserto
do mundo. Em frente (ao sul) a pujança da cordilheira mais
alta do norte da África os Altos Atlas com neves perenes
em seu topo brilhando pela reflexão do sol. E por fim ao
meu lado direito (sudoeste) um corredor perfeito formado pelas cadeias
do Médio Atlas e do Alto Atlas lado a lado.
Sem pedalar, desci até Itzer e Midelt onde as crianças
estouravam fogos, gritavam e brincavam para comemorar o fim do Ramadan.
Carreguei de viveres meus alforjes e comecei a subir o Circo de
Jafar (2250 m). Muito famoso entre os amantes do fora de estrada
devido a sua beleza e grau de dificuldade. Para ter uma idéia
minha média que costumava ser 75 km/dia passou a 35 km/dia
o que quer dizer que passava o dia inteiro praticamente empurrando
a bike em meio ao monte de grandes pedras soltas que eles chamam
de caminho de terra. Não dava nem para subir na bike.
Claro paguei caro por esta lentidão, minha
ração acabou e tive dificuldade para conseguir mais.
Mesmo para comprar um simples pão tinha que
negociar com um sitiante pois as rudimentares vendinhas das vilas
tinham só produtos básicos como café, sal e
azeite. Eu estava entrando nos Altos Atlas um mundo diferente, o
Reino dos Berberes.
A origem dos Berberes remonta a idade da pedra e
apesar das influências impostas pelos diversos conquistadores,
este povo mantém até hoje sua língua própria
o Tamazighte falado nos Altos Atlas, o Tassousite na região
de Agadir e o Tarifite falado no Rif. Nas vilas as fortalezas de
barro e palha testemunham a resistência e a ausência
das mesquitas com seus altos minaretes comprovam que o animismo
ainda vive mesclado ao monoteísmo islâmico. Em cada
feira, há sempre um bruxo vendendo formulas milagrosas, elixires,
peles de animais que queimadas purificam o ambiente e coisas assim.
Cidades como Imichil conservam até hoje tradições
como o festival das noivas, onde moças chegam das partes
mais remotas para encontrar noivo. Todas tem uma tatuagem no queixo
simbolizando que já esta pronta para o casamento, o que não
pode ser confundido com a tatuagem na testa que significa casamento.
Se você não conseguiu achar uma noiva, não importa,
junto com o festival das noivas há também uma grande
feira de jumentos, afinal, com o dote obrigatório, casamento,
compra e venda acabam virando um negócio por aqui.
Frio, vento e chuva, a noite chegava a – 8˚C,
quando acordava temia estar preso no gelo. Tinha que atravessar
os Altos Atlas antes da neve chegar, mas os planaltos e os passos
não pareciam ter fim. Entretanto, a beleza da região
compensavam o esforço e a tensão. Quando atingi os
2.700 metros do Tzi-Tirherhouzine (Tzi = passo de montanha) comecei
a maravilhosa descida da Garganta de Todra em direção
a Tnerhir. Estreita e imponente pela altura ainda não sei
qual seria mais bela Todra ou sua vizinha a Garganta de Dades, páreo
difícil!
A salvo da neve, atravessei o Vale de Dades e entrei
em uma paisagem verdadeiramente de cinema.
A região de Ouarzazate foi palco de vários
filmes como Laurence da Arábia, A jóia do Nilo, Jesus
de Nazaré e inúmeros outros. Holywood não se
importa muito em mostrar uma verdade geográfica, basta que
a paisagem seja maravilhosa e que o pais tenha baixo custo de produção.
A cidade de Aït-Benhaddou é um exemplo clássico
(Aït = clã ou seja Clã dos Benhaddou).
Após um tour pelo Jbel Sarhro cheguei a Agdz entrei no vale do Draa e seu mar de palmeiras. Um pedalar agradável entre as antigas fortificações de palha e barro chamadas Kasbas.
Devido as levas de escravos recebidos do Sudão,
o vale nos da a sensação de que já entramos
na África Negra.
Em Zagora enquanto contemplava as primeiras dunas
do Saara, esperei por velhos amigos franceses Serge Isabelle e Floriane
para passarmos o Natal juntos. Serge é um experimentado viajante
do deserto, acumulando mais de 10 anos de aventuras pela África.
Passamos meu aniversario (25/12) na casa de um amigo, Abdul. Sua
maravilhosa família me ofereceu um lindo bolo de aniversario
com meu nome escrito, um carinho realmente tocante.
Numa região exótica como o Saara, não
é difícil encontrar aventureiros. Por duas semanas
tive a agradável companhia de Frank, um alemão que
viajava pelo Marrocos de Bike. Decidimos fazer a travessia de Tagounite
a Foum- Zguid, 170 km de puro deserto... Até que dá
para pedalar na areia, pois geralmente é compacta e quando
está muito fofa a gente desce e empurrava uma bike de cada
vez, o problema é quando chegam as pedras, o Reg. O pneu
dianteiro foi cortando na lateral e logo tive que substitui-lo.
Vento a favor, deserto plano com belas formações
aos lados, uma delícia de pedalar!! Cheguei a fazer média
de 30km/h.
Chegamos rápido em Guelmim, e justamente no
sábado, dia do autêntico mercado de Camelos. Os Tuaregues,
nômades do deserto se reúnem nesta cidade para vender
seus animais. Uma conversa de nômade para nômade é
sempre muito proveitosa. Segundo os mercadores, um camelo vive de
40 a 50 anos, com 6 anos já esta pronto para o trabalho,
ele pode carregar até 250 kg de carga, bebe uns 50 litros
de água por semana e pode ficar até 30 dias sem beber.
Para conduzir? Não tem problema, o vendedor ensina quatro
palavras em Tuaregue antigo que possibilitam o proprietário
mandar o camelo descer, levantar avançar e é claro,
parar! Por tudo isto você paga somente 1,500 euros, incluindo
“algumas aulas práticas de conduzir”. Mas se
quiser um camelo branco que é o guia da caravana, pois é
o único que, sem ajuda de GPS, pode ir diretamente ao próximo
ponto de água a uma distancia de 100km, terá que pagar
3.000 euros. Bem, isto é o que dizem… A única
certeza que resta é que se um Árabe oferece 100 camelos
para casar com uma moça ele deve gostar muito dela.
Depois de tanto deserto chegamos as praias de Sidi
Ifni. O vento forte vem frio do norte e parece aumentar a intensidade
das ondas que esculpem a costa em formas bisares como na belíssima
praia de Sid Mohamed Bou Abdallah.
Era hora de separar-me do amigo Frank que voltou
para Alemanha.
Continuei rumo sul costeando o atlântico pelo
alto das falésias que mostrava, como num cemitério,
a cada quilômetro um navio encalhado.
Nesta região sofria a experiência de
uma tempestade de areia e por toda a noite lutei contra o vento
e tirei a areia fina de dentro de minha barraca manaslu. Quando
a tempestade vem durante o dia nem o turbante e meus óculos
especiais puderam evitar que a areia entrasse nos olhos e na boca,
até o sol de meio dia fica escuro como o entardecer. De toda
a forma o vento era no sentido norte sul e ao mesmo tempo que entortar
as árvores me levava mais rápido ao meu destino. Passei
por Tan-Tan, Tarfaya e logo cheguei a Tah, uma fronteira diferente.
Em novembro de 1975 uma multidão de 350 mil
marroquinos aglomerou-se em Tah e com o Alcorão em mãos
entraram no então chamado Saara Ocidental. Sem qualquer disparo
esta anexação ficou conhecida como “A Marcha
Verde”. Claro, depois as forças armadas dominaram a
situação e até hoje existem refugiados Saaraenses
em Tindouf na Argélia assim como uma multidão de prisioneiros
de guerra marroquinos.
Laâyoune, a capital da região é
repleta de militares e a fronteira leste, com Mauritânia e
Argélia, está muito militarizada e minada.
Ensaiei uma fuga do monótono litoral em direção
a leste e ao deserto mas encontrei um dos desertos mais sem graça
que já vi, e olha que eu gosto de deserto! Parecia um depósito
infinito de saibro.
Perto de Smara decidi retornar de ônibus e aproveitar meu
tempo com os Ante Atlas e Altos Atlas.
Recomecei a pedalar em Tznit e encontrei uma das
mais belas partes da viagem. Terreno acidentado e rochoso com casas
encravadas nas pedras de formas exótica, cidades no topo
de morros, casas quase que penduradas umas as outras. Todo o caminho
passando por Tafraoute e Taroudant foi só deleite, até
chegar, novamente no sopé dos Altos Atlas. Atravessei o Tizi-n-Test
que está ao lado do Jbel Toubkal o ponto mais alto do norte
da África com 4.176 m de altitude. De lá foi só
descida até Marrakech que de tão representativa mescla
seu nome com o país.
Palácios, medersa, praças, mesquitas,
mercados repletos de curiosidades e perfumes, âmbar, musk,
jasmim, sândalo, açafrão. Uma viagem no tempo
e no espaço tudo parece funcionar como a 500 anos atrás
pois podemos ver os hábeis artesãos produzindo em
cada minúsculas porta do mercado e os compradores barganhando
o preço, pois chegam a pedir cinco vezes o valor de venda.
Entretanto, o que posso classificar como o mais típico
de Marrakech é a praça central. Jemaa el Fna que quer
dizer assembléia de mortos devido as execuções
públicas. Hoje em dia é uma verdadeira explosão
de vida num carnaval de cores e formas, onde trapezistas, músicos,
dançarinas, mágicos, bruxos, vendedores de água,
engolidores de fogo, contadores de historias e encantadores de serpente,
disputam a atenção dos passantes, turistas estrangeiros
ou não.
Neste espírito, me despedi da região, que é
dos 7 países muçulmanos que conheço o mais
liberal, mas que soube conservar muito de suas tradições
em harmonia com o cristianismo e até mesmo o judaísmo.
Num mundo de tantos conflitos deveríamos dar
mais atenção aos que conseguem modelos de tolerância
e harmonia.
Gibraltar
Na época antiga as montanhas de cada lado do estreito eram conhecidas como Colunas de Hércules mas, após a invasão árabe (711 dC.), o conquistador Tariq Ibn Ziyad colocou seu próprio nome no monte que em árabe se diz Jbel Tariq e com o tempo se transformou em Gibraltar.
Andaluzia
Conhecida como uma região do sul da Espanha, a palavra vem do árabe (al-Andalus) que significa Terra dos Vandalos, nome dos bárbaros que invadiram a região.
Pequeno dicionário
Aït – Que figura no nome de várias cidades marroquinas significa ascendência ou família Clã dos Benhaddou.
Beghrir – Crepe assado na chapa com manteiga derretida e mel;
Erg – Região de duna;
Hammam – Banho publico;
Harira – Sopa com ovos;
Khayma – barraca;
Medersa – Escola de religião e direito islâmico;
Medina – vila antiga;
Moulay – Título de honra;
Piste – Vem do francês estrada de terra;
Reg – Deserto de pedra;
Shebbakia – Massa frita com mel e gergelim.
Sidi – Título de honra;
Souk – Mercado tradicional;
Tuareg – “Homens azuis” pois absorviam no rosto a coloração azul do índigo que utilizavam para tingir os turbantes;
Tzi – Paso de montanha;
Outras palavras úteis:
Salamaleco = Comprimento mais comum cuja a resposta é Aleco-mi-Salam. Que equivale a um Louvado seja Deus – Para sempre seja louvado.
Saba Her Her – Bom Dia
La Ba Salik? – Olá Tudo bem? Resposta: La bass.
Shucram Bisef – Muito Obrigado;
Makila – Refeição;
Min Fadhlek – Por favor;
Bisslema – adeus;
Bissará – muito prazer
Arabik Chuia – pouco árabe
Rali – Caro
Challini trankil – Me deixe em paz (falar para vendedores)
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